Em alusão às atividades do Mês da Mulher, a Universidade Central do Paraguai (UCP) em Pedro Juan Caballero, em parceria com a Universidade Interamericana, promoveu uma palestra com o tema “Saúde Mental da Mulher”, reunindo acadêmicos, professores e profissionais em um momento de reflexão, aprendizado e conscientização sobre questões essenciais relacionadas ao bem-estar feminino.

O evento aconteceu no auditório do Centro Tecnológico da instituição e contou com a participação de estudantes de diversos semestres dos cursos da área da saúde, além de docentes e membros da comunidade universitária. A atividade integrou a programação especial desenvolvida ao longo do mês de março, período internacionalmente dedicado à valorização das mulheres e à discussão de seus direitos.
A palestra foi organizada pelas Ligas Universitárias de Neuropsiquiatria e de Ginecologia e Obstetrícia, que têm desenvolvido ações acadêmicas voltadas à ampliação do conhecimento científico e à promoção de debates sobre temas relevantes para a formação dos futuros profissionais da saúde.
A responsável pela condução do encontro foi a assistente social Elisangela Echeverria, que apresentou uma abordagem ampla sobre os principais aspectos relacionados à saúde mental feminina. Durante sua exposição, a palestrante destacou a importância do acolhimento, do fortalecimento das redes de apoio e da conscientização da sociedade sobre os desafios enfrentados pelas mulheres em diferentes contextos sociais.
Ao longo da apresentação, foram discutidos fatores que impactam diretamente a saúde emocional e psicológica das mulheres, incluindo pressões sociais, desigualdades de gênero e situações de violência. Segundo a especialista, compreender essas realidades é fundamental para que profissionais da saúde e a sociedade como um todo possam contribuir para a construção de ambientes mais seguros e respeitosos.
Um dos pontos de destaque da palestra foi o debate sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher. Elisangela Echeverria explicou que a violência pode se manifestar de diversas formas — física, psicológica, moral, sexual e patrimonial — e que muitas dessas situações acabam afetando profundamente a saúde mental das vítimas.
Além de apresentar dados e reflexões sobre o tema, a assistente social também falou sobre estratégias de enfrentamento e prevenção, ressaltando a importância da informação e da atuação conjunta entre instituições, profissionais e comunidade.
Outro aspecto importante abordado durante o encontro foi a apresentação dos serviços e das redes de apoio disponíveis para mulheres em situação de vulnerabilidade social e psicológica. A palestrante enfatizou que muitas mulheres ainda desconhecem os canais de ajuda e proteção existentes, o que torna essencial a divulgação dessas informações.
Para Elisangela Echeverria, a realização de debates dentro do ambiente universitário tem papel fundamental na formação de profissionais mais conscientes e preparados para lidar com questões sociais complexas.
Segundo ela, o espaço acadêmico deve ser também um ambiente de construção de cidadania, no qual o conhecimento científico esteja aliado à sensibilidade social.
“Momentos como esse reforçam a importância da informação e da sua propagação, do cuidado e da construção de uma rede forte de apoio e proteção. Falar sobre saúde mental, respeito e segurança é um passo fundamental na transformação de realidades”, destacou a palestrante durante o encontro.
Ao final da atividade, Elisangela também agradeceu à instituição pela oportunidade de dialogar com os universitários e pela abertura do espaço para discutir um tema considerado tão relevante dentro da programação do mês de março.
A iniciativa reforça o compromisso da Universidade Central do Paraguai e da Universidade Interamericana com uma formação acadêmica que vai além do conteúdo técnico, incorporando valores de responsabilidade social, empatia e compromisso com a transformação da sociedade.
Eventos como esse contribuem para ampliar o debate sobre temas sensíveis e fundamentais, incentivando estudantes e profissionais a refletirem sobre seu papel na promoção da saúde, da dignidade e dos direitos das mulheres.
Ao reunir estudantes de diferentes semestres e áreas de atuação, o encontro também fortaleceu a integração entre a comunidade universitária, estimulando o diálogo interdisciplinar e a construção coletiva de conhecimento.
Com iniciativas desse tipo, a universidade reafirma sua missão de formar profissionais qualificados e conscientes, capazes de atuar não apenas na área técnica, mas também como agentes de mudança em prol de uma sociedade mais justa, igualitária e humanizada.



