Ex-presidente continua internado no Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta; nova classificação indica redução da gravidade do quadro, segundo médicos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece internado no Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar melhora clínica pelo segundo dia consecutivo. Apesar da evolução no quadro de saúde, ainda não há previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo informações médicas.
Bolsonaro foi transferido para uma ala classificada pelo hospital como UTI de cuidados intermediários, estrutura que, de acordo com os médicos que acompanham o ex-presidente, equivale a uma unidade semi-intensiva. A mudança, segundo os especialistas, representa uma reclassificação do estado de saúde, agora considerado menos crítico, sem alteração significativa nos recursos disponíveis para o tratamento.
Na prática, o ex-presidente continua tendo acesso à mesma estrutura hospitalar, com monitoramento contínuo, equipe médica e de enfermagem e suporte especializado. A principal diferença está na frequência dos cuidados e da medição dos sinais vitais, que passam a ser menos intensos do que em uma UTI convencional.
O cardiologista Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro, explicou que a nova classificação reflete um nível intermediário de atenção. Segundo ele, o tratamento continua rigoroso, mas com menor necessidade de intervenções e observações frequentes, em comparação ao estágio mais agudo da internação.
Bolsonaro está hospitalizado desde a última sexta-feira (13), quando foi levado ao DF Star após apresentar sintomas como vômitos e calafrios na Papudinha, unidade onde cumpre pena. Exames apontaram uma infecção pulmonar bacteriana bilateral, o que motivou sua internação em terapia intensiva.
No sábado (14), o ex-presidente chegou a apresentar piora na função renal e em marcadores inflamatórios. Nos dias seguintes, porém, houve melhora progressiva desses indicadores, o que levou à mudança de acomodação na segunda-feira (16).
Neste momento, Bolsonaro segue em tratamento com antibióticos, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. O hospital informou que, apesar da melhora, ainda não existe previsão para sua saída da UTI de cuidados intermediários.



