Ministra do Planejamento confirma mudança partidária em meio à articulação de Lula e Alckmin para fortalecer a chapa governista no maior colégio eleitoral do país.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deixou o MDB após quase três décadas de filiação e se filiou ao PSB para disputar uma vaga ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A mudança foi confirmada pelo partido no sábado, 21 de março, e reposiciona a ex-presidenciável de 2022 no centro da estratégia eleitoral do governo no estado mais populoso do país.
Tebet estava no MDB desde 1997 e construiu toda a sua trajetória política na legenda, pela qual foi prefeita de Três Lagoas, vice-governadora de Mato Grosso do Sul, senadora e candidata à Presidência da República. Ao migrar para o PSB, ela passa a integrar a sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin, ampliando o peso político da federação governista em São Paulo.
A candidatura ao Senado já havia sido anunciada pela própria ministra em 12 de março, durante evento em Campo Grande. Na ocasião, Tebet afirmou que deixaria o comando do Ministério do Planejamento até o fim de março para se dedicar ao processo eleitoral. O próprio ministério registrou oficialmente a declaração em notícia publicada no portal do governo federal.
Nos bastidores, a movimentação foi tratada como resultado de uma articulação direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Alckmin. Relatos publicados nos últimos dias indicam que Lula pediu pessoalmente que Tebet aceitasse a missão de disputar o Senado por São Paulo, numa tentativa de fortalecer o palanque governista no estado e ampliar a competitividade da base aliada em 2026.
Em nota divulgada pelo PSB, a legenda afirmou que a filiação de Tebet é recebida com “entusiasmo, respeito e senso de responsabilidade histórica”, destacando sua experiência institucional, capacidade de diálogo e compromisso democrático. A chegada da ministra também reforça o movimento do partido para ocupar espaço mais amplo na disputa nacional do próximo ano.
Com a troca de partido, Simone Tebet encerra um ciclo de quase 30 anos no MDB e abre uma nova etapa de sua carreira política, agora mirando o Senado por São Paulo. A decisão tem peso simbólico e eleitoral: além de marcar o rompimento com a sigla em que se formou politicamente, insere a ministra de vez no tabuleiro da sucessão de 2026.



