O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (18) uma nova rodada de sanções contra autoridades cubanas, ampliando a pressão sobre o regime da ilha. As medidas atingem políticos, militares e órgãos ligados à segurança e à inteligência de Cuba, incluindo a Diretoria de Inteligência, considerada o principal serviço de espionagem do governo cubano.
Entre os nomes de maior destaque estão Mayra Arevich Marín, ministra das Comunicações; Juan Esteban Lazo Hernández, presidente da Assembleia Nacional de Cuba; Roberto Morales Ojeda, dirigente do Partido Comunista; e Joaquín Quintas Solá, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias. Também foram citados outros integrantes do alto escalão militar e político cubano.
As sanções fazem parte de uma estratégia mais ampla do governo Donald Trump para endurecer a postura contra Havana. Além das punições diretas, Washington tenta reduzir o fluxo de petróleo enviado por países como Venezuela e México para Cuba, medida que aumenta a pressão sobre a economia cubana, já afetada por apagões e dificuldades no abastecimento.
O governo americano acusa a administração cubana de repressão política, corrupção e má gestão econômica. Em nota, o Departamento de Estado afirmou que os alvos das sanções seriam responsáveis pelo “sofrimento do povo cubano” e pela exploração da ilha em operações de inteligência, militares e de apoio a interesses estrangeiros.
Com a decisão, eventuais bens dos sancionados sob jurisdição dos Estados Unidos podem ser bloqueados, e cidadãos ou empresas americanas ficam proibidos de realizar negócios com as pessoas e entidades incluídas na lista. A medida também alcança órgãos como a Polícia Nacional Revolucionária, o Ministério do Interior e a Diretoria de Inteligência cubana, segundo veículos internacionais.
A ofensiva ocorre após Trump assinar, no início de maio, uma ordem executiva ampliando a autoridade do governo americano para punir integrantes de setores estratégicos da economia cubana e aplicar sanções secundárias contra instituições estrangeiras que mantenham relações com pessoas ou entidades sancionadas.
A tensão entre Washington e Havana deve continuar nos próximos dias. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o governo Trump também prepara acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, em mais um capítulo da escalada diplomática entre os dois países.





