O Estádio Morenão, maior palco do futebol de Mato Grosso do Sul, vive um momento de contraste entre passado glorioso e presente de abandono. Fechado há quatro anos, o estádio apresenta hoje um cenário de deterioração, com gramado tomado pelo mato e estruturas em condições precárias.
Localizado no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o espaço já recebeu grandes partidas, incluindo jogos da Seleção Brasileira e confrontos da Série A do Campeonato Brasileiro. No entanto, a falta de manutenção ao longo dos últimos anos transformou o local em um símbolo do declínio da infraestrutura esportiva no estado.
Nova gestão e promessa de revitalização
Uma nova fase teve início após o Governo de Mato Grosso do Sul assumir a gestão do estádio por meio de um termo de cessão com a UFMS, válido até julho de 2029. A medida transfere ao Estado a responsabilidade por manutenção, investimentos e operação do espaço.
A expectativa é de que obras iniciais, orçadas em cerca de R$ 16 milhões, comecem em breve. O processo de licitação deve ser aberto nas próximas semanas, dando início às intervenções necessárias para recuperar a estrutura.
Entre as primeiras ações previstas estão a limpeza geral, implantação de sistema de segurança e organização do espaço, além da elaboração de um plano completo de reformas.
Reforma do gramado e modernização
A recuperação do campo é uma das prioridades. Segundo a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), há articulação com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para instalação de um novo gramado, acompanhado de sistema moderno de irrigação.
Outras melhorias incluem intervenções na pista de atletismo, adequações em áreas técnicas, bancos de reservas e espaços destinados à arbitragem e segurança.
Reabertura e exploração comercial
A previsão inicial é de que o estádio volte a receber eventos a partir de 2027, após cumprir exigências técnicas, vistorias e adaptações às normas de segurança e acessibilidade.
O termo de cessão também autoriza a exploração comercial do espaço, incluindo a possibilidade de venda dos naming rights — prática que permite a empresas adquirirem o direito de nomear o estádio. Além disso, áreas como camarotes, estacionamentos e espaços publicitários poderão gerar receita.
O governo estadual também terá até 2028 para avaliar a viabilidade de conceder o complexo à iniciativa privada, em modelo que pode chegar a 35 anos de administração.
Um gigante à espera de dias melhores
Com capacidade para mais de 40 mil torcedores em seu auge, o Estádio Morenão já foi palco de momentos históricos, como partidas da Seleção Brasileira — incluindo o empate contra a Venezuela nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.
Agora, o desafio é recuperar não apenas a estrutura física, mas também a relevância esportiva do estádio. Entre abandono e expectativa, o Morenão segue como um símbolo do futebol sul-mato-grossense que busca voltar aos holofotes.



