Bola aérea vira pesadelo no Fluminense: mais da metade dos gols sofridos em 2026 veio pelo alto

Um dos principais alertas para o Fluminense na temporada de 2026 está no sistema defensivo. Apesar de o time apresentar bom volume ofensivo e conseguir criar oportunidades em grande parte dos jogos, a equipe comandada por Luis Zubeldía convive com um problema recorrente: a dificuldade para defender jogadas aéreas. De acordo com levantamento do Gato […]

Um dos principais alertas para o Fluminense na temporada de 2026 está no sistema defensivo. Apesar de o time apresentar bom volume ofensivo e conseguir criar oportunidades em grande parte dos jogos, a equipe comandada por Luis Zubeldía convive com um problema recorrente: a dificuldade para defender jogadas aéreas.

De acordo com levantamento do Gato Mestre, o Fluminense sofreu 33 gols em 31 partidas disputadas na temporada. Desse total, 19 gols nasceram em lances pelo alto, o que representa 57,5% dos gols sofridos pelo Tricolor. O número expõe uma fragilidade que vem preocupando a comissão técnica e se tornando um dos principais pontos de atenção para a sequência do ano.

As maiores dificuldades aparecem em jogadas de cruzamento e bolas paradas. Foram oito gols sofridos em cruzamentos, além de sete em cobranças de escanteio. O time ainda levou dois gols em faltas levantadas na área, um em jogada iniciada após tiro de meta e outro em lançamento longo. Os outros 14 gols sofridos aconteceram em jogadas rasteiras.

O problema tem aparecido em diferentes competições e contextos. Mesmo em partidas nas quais consegue controlar a posse de bola e produzir ofensivamente, o Fluminense tem sido castigado por falhas pontuais dentro da área. O exemplo mais recente aconteceu contra o Operário, na última terça-feira, quando a equipe sofreu pressão na reta final e acabou levando um gol após cruzamento pela direita, em lance no qual a defesa não conseguiu afastar.

Após a partida, o técnico Luis Zubeldía voltou a reconhecer a necessidade de ajustes. O treinador afirmou que alguns gols sofridos são evitáveis e destacou que nem sempre os adversários chegam ao gol por domínio do jogo, mas sim por situações específicas de desatenção.

— Alguns gols são evitáveis. Não falei com Jemmes sobre o que aconteceu no cruzamento do gol do Operário. Parecia que ele tinha tudo para cortar, não sei o que aconteceu. Estatisticamente estamos tomando gols, mas nem sempre por domínio do adversário, algumas vezes por coisas pontuais. É algo que temos que melhorar. Temos a condição de melhorar — afirmou Zubeldía.

A preocupação aumenta porque o Fluminense tem decisões importantes pela frente, incluindo compromissos decisivos na Libertadores. Para seguir competitivo, o Tricolor precisará corrigir rapidamente os erros defensivos, especialmente nas bolas paradas e nos cruzamentos laterais, que hoje representam o maior caminho encontrado pelos adversários para balançar as redes.

Números da defesa do Fluminense em 2026

O Fluminense sofreu 33 gols em 31 jogos na temporada. Destes, 19 foram em jogadas aéreas, sendo oito em cruzamentos, sete em escanteios, dois em faltas levantadas, um após tiro de meta e um após lançamento longo. Outros 14 gols foram marcados em jogadas rasteiras.

Com mais da metade dos gols sofridos vindo pelo alto, a bola aérea deixou de ser apenas um detalhe e passou a ser um problema central para o Fluminense corrigir em 2026.