No Brasil, Novo Nordisk submeteu à Anvisa o mesmo Wegovy na dose de 7,2 mg e aguarda análise da agência.
FDA aprova dose mais alta do Wegovy e reforça disputa entre medicamentos para emagrecimento
Nova versão com 7,2 mg amplia perda de peso e entra em cenário competitivo com Ozempic e Mounjaro
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou nesta quinta-feira (19) uma nova dosagem do Wegovy, medicamento indicado para o tratamento da obesidade.
A versão mais recente, chamada Wegovy HD, contém 7,2 mg de semaglutida — dose superior às atualmente disponíveis — e é voltada para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades, como diabetes tipo 2 e hipertensão.
A decisão foi baseada em estudos clínicos que demonstraram maior redução de peso com a dose elevada, reforçando o potencial do medicamento dentro de um mercado que cresce rapidamente em todo o mundo.
O que muda com a nova dose
Segundo dados analisados pela FDA, pacientes tratados com a dose de 7,2 mg apresentaram resultados superiores em relação às versões anteriores.
Além da perda de peso, a nova dosagem manteve eficácia no controle glicêmico, especialmente em pacientes com diabetes tipo 2.
Os efeitos colaterais continuam semelhantes, com predominância de sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia.
Wegovy, Ozempic e Mounjaro: entenda as diferenças
A aprovação da nova dose do Wegovy ocorre em meio à crescente popularidade de medicamentos injetáveis para emagrecimento, que incluem também o Ozempic e o Mounjaro.
Apesar de frequentemente comparados, os três medicamentos apresentam diferenças importantes:
🔹 Wegovy
- Substância: semaglutida
- Indicação principal: obesidade e sobrepeso
- Foco: perda de peso mais intensa
- Nova dose: até 7,2 mg
🔹 Ozempic
- Substância: semaglutida (mesma do Wegovy)
- Indicação oficial: diabetes tipo 2
- Uso para emagrecimento: off-label
- Dose menor que o Wegovy
🔹 Mounjaro
- Substância: tirzepatida
- Mecanismo: atua em dois hormônios (GLP-1 e GIP)
- Indicação: diabetes e, em alguns países, obesidade
- Estudos apontam perda de peso potencialmente superior
Enquanto Wegovy e Ozempic compartilham o mesmo princípio ativo, o Mounjaro atua em dois receptores hormonais, o que pode explicar resultados mais expressivos em alguns estudos clínicos.
Crescimento do mercado de medicamentos para emagrecimento
O avanço desses medicamentos marca uma transformação no tratamento da obesidade, considerada uma doença crônica e multifatorial.
Especialistas apontam que esses fármacos atuam reduzindo o apetite, retardando o esvaziamento gástrico e melhorando o controle metabólico.
Nos últimos anos, a demanda por esses tratamentos cresceu significativamente, impulsionada tanto por indicações médicas quanto pelo uso estético.
Situação no Brasil
No Brasil, a farmacêutica Novo Nordisk informou que já submeteu a nova dosagem do Wegovy à Anvisa.
O pedido está em análise e ainda não há previsão de aprovação.
Atualmente, versões do Wegovy e do Ozempic já são comercializadas no país, enquanto o Mounjaro também começa a ganhar espaço no mercado brasileiro.
Uso exige acompanhamento médico
Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que esses medicamentos não são indicados para uso indiscriminado.
O tratamento deve ser feito com acompanhamento médico, dentro de um plano que inclua mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de atividade física.
O uso inadequado, especialmente em doses elevadas, pode aumentar o risco de efeitos adversos.
Tendência global no tratamento da obesidade
A aprovação da nova dose do Wegovy reforça uma tendência global de avanço no tratamento farmacológico da obesidade.
Com novos estudos e tecnologias, a expectativa é que esses medicamentos se tornem cada vez mais eficazes e acessíveis, ampliando as opções terapêuticas para pacientes em todo o mundo.



