Depois de quase sete anos longe das telonas, Star Wars retorna aos cinemas com “O Mandaloriano e Grogu”, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (21). Apesar da expectativa em torno do novo filme da franquia, a produção não entrega o impacto esperado para marcar a volta da saga espacial ao cinema.
A nova aventura funciona como uma continuação da série “The Mandalorian”, sucesso do streaming impulsionado principalmente pelo carisma de Grogu, o famoso “Baby Yoda”. No entanto, o longa passa a impressão de ser apenas um episódio estendido da série, com orçamento maior, mas sem força suficiente para justificar sua chegada às salas de cinema.
O filme acompanha o Mandaloriano e Grogu em mais uma missão como caçadores de recompensas, agora ligados à Aliança Rebelde. A trama, porém, avança pouco e não provoca grandes mudanças na jornada dos personagens. Ao fim da história, os protagonistas praticamente permanecem no mesmo ponto em que começaram.
Apesar de alguns momentos divertidos, o longa sofre com a falta de consequências importantes. A ausência de jedis, sabres de luz e vilões marcantes também pode frustrar parte dos fãs que esperavam uma experiência mais grandiosa dentro do universo cinematográfico de Star Wars.
Os antagonistas da vez não conseguem empolgar, e o roteiro parece evitar qualquer decisão que possa afetar de forma relevante a continuidade da série. O resultado é uma aventura leve, mas com sensação de episódio “filler”, daqueles que entretêm, mas não mudam o rumo da história.
Visualmente, o filme apresenta alguns avanços em relação à série. A fotografia arrisca mais em determinados momentos, e parte dos efeitos especiais mostra melhora. Ainda assim, algumas cenas deixam a desejar, como uma sequência inicial envolvendo os AT-ATs, veículos gigantes do Império, que lembra mais um videogame mediano do que uma superprodução para cinema.
Grogu continua sendo o grande trunfo da produção. Uma sequência mais longa focada no personagem tenta trazer algo diferente e consegue arrancar bons momentos. Mesmo assim, o carisma do pequeno Baby Yoda já não parece suficiente para sustentar sozinho o peso de uma franquia bilionária.
No fim, “O Mandaloriano e Grogu” não é um filme ruim, mas também está longe de ser o retorno triunfal que Star Wars buscava desde “A Ascensão Skywalker”, lançado em 2019. É uma aventura agradável para fãs da série, mas pequena demais para quem esperava um grande novo capítulo da saga nos cinemas.





