A batalha fiscal entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e o humorista Renato Aragão, conhecido nacionalmente pelo personagem Didi Mocó, pode ter um novo desfecho. A administração municipal pediu à Justiça o bloqueio da mansão do artista localizada no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense, devido a uma dívida de IPTU no valor de R$ 548.283,69, acumulada nos anos de 2021, 2022 e 2023.
O imóvel de luxo, que está à venda por R$ 18 milhões, é o centro da ação movida pelo município, que busca garantir o pagamento da dívida. A cobrança foi iniciada em dezembro de 2025, mas desde então, o processo tem enfrentado dificuldades. Em janeiro deste ano, a juíza Katia Cristina Nascente Torres determinou que Renato Aragão fosse notificado da cobrança, dando-lhe cinco dias para efetuar o pagamento. No entanto, a comunicação não foi bem-sucedida, o que levou a Prefeitura a pedir uma nova medida.
Na petição de 28 de abril, a Prefeitura solicitou que o humorista seja citado diretamente por um oficial de Justiça, caso a carta enviada ao imóvel não produza resultado. Se a localização de Aragão continuar sendo um obstáculo, a Prefeitura pede que a citação seja feita por edital, um procedimento utilizado quando a parte não pode ser localizada por meios convencionais.
O pedido de bloqueio da mansão é uma das medidas mais impactantes do processo. Caso a Justiça acate a solicitação da Prefeitura, o arresto do imóvel impedirá que ele seja vendido ou destinado a outra finalidade até que a dívida seja quitada ou uma nova decisão seja tomada. Essa medida pode afetar diretamente a negociação da mansão, que está anunciada por R$ 18 milhões.
A cobrança envolve três anos de IPTU não pagos, com um total de R$ 548.283,69 em débitos. A execução fiscal é o instrumento utilizado pelo poder público para cobrar judicialmente as dívidas tributárias não quitadas, e no caso de Renato Aragão, a etapa atual do processo está focada na tentativa de citação do humorista.
A movimentação da Prefeitura visa garantir que o processo avance, mesmo diante da dificuldade de localização de Renato Aragão. O caso segue sob análise da Justiça do Rio de Janeiro, que decidirá os próximos passos da execução fiscal e da possível restrição do patrimônio do humorista.





